Cristo Redentor: 5 Fatos sobre sua construção

Inaugurado em 12 de outubro de 1931, o Cristo Redentor é uma das mais emblemáticas estátuas do mundo, localizada no Rio de Janeiro.

A construção do monumento, que se ergue a 710 metros de altitude, ocorreu entre 1926 e 1931 e teve a participação de uma equipe multidisciplinar.

O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro Heitor da Silva Costa, que venceu um concurso nacional em 1921, e contou também com a colaboração do escultor Maximilien Paul Landowski.

A complexidade da estrutura exigiu técnicas inovadoras para garantir a estabilidade da estátua, que representa o Sagrado Coração de Jesus.

Escolha de estilo e técnica

A construção do Cristo Redentor, a imponente estátua localizada no Corcovado, foi um feito engenhoso que envolveu técnicas complexas e uma equipe diversificada. Com 38 metros de altura, a estátua foi erguida a uma altitude de 710 metros e é a maior do mundo no estilo art déco. Para sua construção, foram utilizados métodos avançados, como o concreto armado, que combinou a resistência do concreto com uma estrutura interna de elementos metálicos. Isso tornou possível suportar não apenas seu peso, mas também as condições climáticas adversas no alto do morro.

O Cristo Redentor, apesar de parecer um bloco sólido de concreto, na verdade, é oco, com uma estrutura interna semelhante à de um edifício, organizada em diferentes níveis. Não há uma escada contínua que alcance o topo, e para as manutenções, os trabalhadores precisam utilizar andaimes e estruturas móveis para acesso a áreas específicas.

Responsável pelo projeto

A concepção do Cristo Redentor foi resultado da colaboração de vários profissionais, tendo como figura central o engenheiro e arquiteto Heitor da Silva Costa, que ganhou um concurso em 1921. A ideia original passou por modificações, e foi a partir de um esboço criado pelo pintor Carlos Oswald que se chegou à imagem icônica da estátua com os braços abertos. O escultor Maximilien Paul Landowski foi o responsável pela modelagem, embora nunca tenha visitado o Brasil para acompanhar sua criação.

O processo creativo envolveu a confecção de uma miniatura em gesso de quatro metros, a partir da qual foram elaborados moldes e desenhos que permitiram a construção da escultura em escala maior. Para a produção das partes mais complexas, como as mãos e a cabeça, foram utilizados moldes separados, que foram enviados ao Brasil em 50 caixas, acompanhados de instruções para montagem.

Uso de papel quadriculado

Um aspecto curioso do processo de construção foi a técnica de papel quadriculado, usada para transferir as medidas da miniatura para o tamanho real. Arames foram dispostos sobre a escultura em gesso, contornando-a, e posteriormente, esses formatos foram traçados em folhas quadradas para facilitar a ampliação das seções. Essa técnica garantiu que todos os detalhes da escultura fossem preservados.

Em São Gonçalo, as seções do Cristo foram colocadas em moldes com argamassa, que, após o endurecimento, permitiu a criação de formas definitivas. O concreto mais resistente era então aplicado, formando a estrutura que hoje conhecemos. A inovação no projeto também incorporou um coração no nono nível, a pedido do cardeal-arcebispo Dom Sebastião Leme, simbolizando o Sagrado Coração de Jesus.

Como se deu sua instalação

A logística para a construção do Cristo Redentor foi igualmente complexa, com a maior parte dos materiais sendo transportados por trem até o alto do morro. As fundações foram construídas diretamente na rocha do Corcovado, onde quatro grandes vigas foram cravadas. Antes disso, parte da rocha foi dinamitada para permitir a construção.

A montagem ocorria de forma progressiva, como em um edifício, mas nas peculiares condições climáticas do alto do morro. Os trabalhadores enfrentavam ventos fortes e condições adversas, o que tornava a execução do projeto ainda mais desafiadora. O planejamento cuidadoso foi crucial para garantir que todas as partes se encaixassem perfeitamente durante a construção.

Restaurações são frequentes

A manutenção do Cristo Redentor é uma tarefa contínua e delicada, exigindo intervenções frequentes para reparar danos causados por intempéries, como chuvas, ventos e descargas elétricas. Quando surgem buracos no concreto, as áreas afetadas são tratadas com argila antes de serem revestidas novamente com esteatita, uma pedra que possui características ideais para o revestimento da estátua devido à sua resistência e baixa absorção de água.

Estima-se que o revestimento do Cristo seja composto por mais de um milhão de pequenos fragmentos de pedra-sabão, cuidadosamente cortados e colados por mulheres que trabalhavam na Matriz de Nossa Senhora da Glória. As operações de restauração podem exigir o uso de andaimes ou até técnicas de rapel para alcançar regiões de difícil acesso na colossal estátua.