No próximo dia 12 de outubro, o Cristo Redentor completará 95 anos desde sua inauguração em 1931, consolidando-se como um ícone da arte, arquitetura e engenharia.
A história do monumento no morro do Corcovado remonta ao século XVI, quando o local era conhecido como Pináculo da Tentação, referência a uma passagem bíblica onde Jesus enfrenta tentações.
A ideia de homenagear Jesus Cristo com uma estátua chegou a ser proposta em 1859, mas apenas em 1921 ganhou força, com um esforço coletivo para sua construção liderado pela Arquidiocese do Rio de Janeiro.

O monumento, projetado pelo engenheiro Heitor da Silva Costa, foi erguido sob condições desafiadoras e permanece uma das maiores expressões do estilo Art Deco no mundo.
Uma história marcada pela religiosidade
O morro do Corcovado, que abriga o famoso Cristo Redentor, tem uma história rica e envolta em simbolismo religioso. Originalmente conhecido como Pináculo da Tentação, sua nomenclatura remete a uma montanha mencionada na mitologia cristã, onde, segundo os evangelhos, Jesus enfrentou tentações. Ao longo dos séculos, a concepção de um monumento que representasse essa figura central da fé cristã foi proposta, culminando em um desejo de homenagear o que seria denominado “o verdadeiro redentor”. Assim, a escolha pelo Cristo Redentor se consolidou, especialmente após a abolição da escravidão, quando houve uma proposta, inclusive, de uma estátua da Princesa Isabel, que rapidamente foi substituída por uma representação do Sagrado Coração de Jesus.
A ideia do monumento tomou forma mais claramente em 1921, quando as discussões sobre sua construção ganharam força, com o objetivo de inagurá-lo em 1922, para as festividades do centenário da Independência do Brasil.
Processo de construção e design do monumento
O projeto para o Cristo Redentor foi desenvolvido pelo engenheiro Heitor da Silva Costa, que inicialmente concebeu uma imagem que não conquistou o gosto popular, sendo apelidada de “Cristo da bola”. Após algumas modificações, a inspirada combinação de um braço aberto e um tronco ereto formou a icônica estátua que conhecemos hoje. A construção da estátua, com seus 30 metros de altura, começou em 1926 e utilizou concreto armado, um avançado método de construção da época, garantindo a durabilidade e resistência da escultura a ventos fortes.
Pelo projeto, o Cristo Redentor teria um revestimento especial que, após extensa pesquisa, foi escolhido como a pedra-sabão, dando uma aparência única ao monumento. O revestimento foi realizado com milhares de pastilhas triangulares, um trabalho que envolveu a participação de diversas colaboradoras da alta sociedade carioca, unindo esforço comunitário à construção. A inauguração, que ocorreu em 12 de outubro de 1931, foi marcada por condições climáticas desfavoráveis que impediram o acionamento da iluminação planejada remotamente por Marconi, um feito que foi adaptado pela equipe local. O monumento custou 2.500 contos de réis, uma quantia significativa na época, equivalente a aproximadamente R$ 24 milhões em valores atuais.
Localizado dentro do Parque Nacional da Tijuca, o Cristo Redentor não apenas simboliza a cidade do Rio de Janeiro, mas também ressalta a importância da preservação ambiental em áreas urbanas. Seu impacto cultural e turístico é inegável, sendo um dos principais cartões-postais do Brasil e atraindo milhões de visitantes todos os anos.
