A origem da ideia e a mobilização feminina
A criação do monumento Cristo Redentor começou a se concretizar a partir de um poema do padre Pierre-Marie Boss, publicado na edição de 1903 do livro “Imitação de Cristo”. Em 1918, o Círculo Católico do Rio de Janeiro intensificou a proposta para que a estátua fosse erguida em celebração ao centenário da Independência do Brasil, o que levou à organização de campanhas para arrecadar fundos destinados ao projeto.
Em 1922, a escritora Laurita Lacerda e cerca de 20 mil mulheres se mobilizaram, apresentando um abaixo-assinado ao então presidente Epitácio Pessoa, reivindicando a construção do Cristo Redentor. A arrecadação inicial atingiu 2.500 contos de réis, equivalente a aproximadamente R$ 9,5 milhões em valores contemporâneos. Com as obras iniciando em 1926, uma segunda campanha trouxe mais 500 contos de réis.
Os custos e o processo de construção
A construção do Cristo Redentor envolveu um longo processo de 28 anos desde sua concepção até a inauguração em 12 de outubro de 1931. O monumento, que tem 38 metros de altura, foi projetado em concreto armado e revestido em pedra-sabão, um material que ajudou a reduzir os custos em comparação a outros monumentos, como a Estátua da Liberdade nos Estados Unidos, que demandou um investimento muito maior devido à sua estrutura metálica.

De 1926 a 1931, o engenheiro Heitor Levy residiu no alto do Corcovado para supervisionar as obras, utilizando o pedestal da estátua como seu escritório avançado. O projeto levou cinco anos para ser finalizado, superando desafios de acesso ao terreno, que está localizado a 700 metros acima do nível do mar.
A altura total, incluindo o pedestal, equivale a um prédio de 13 andares e a cabeça do Cristo Redentor pesa 30 toneladas. O monumento foi cuidadosamente planejado para resistir a ventos de até 250 km/h, o que o torna capaz de suportar furacões de categoria 5.
