Lançamento do livro no Cosme Velho
No dia 9 de outubro, o bairro do Cosme Velho, na zona sul do Rio de Janeiro, foi palco do lançamento do livro que celebra os 142 anos do Trem do Corcovado. A obra, escrita pela empresária Marília Neves, traz uma rica documentação sobre a história da ferrovia, que foi inaugurada em 1884 durante o reinado de Dom Pedro II. O evento atraiu muitos interessados e amantes da história, proporcionando uma oportunidade de relembrar a importância deste meio de transporte que leva os visitantes até o icônico Cristo Redentor.
Intitulado “Trem do Corcovado 140+ – Nos trilhos rumo aos 150 anos”, o livro foi elaborada ao longo de dois anos e contém 208 páginas bilíngues. Marília Neves, que preside a empresa responsável pelo Trem do Corcovado desde 2000, apresentou a obra como um registro valioso da evolução do sistema ferroviário que tem um papel fundamental na experiência dos turistas que visitam o monumento no alto da montanha.
Detalhes sobre o livro
O livro documenta não apenas a trajetória do Trem do Corcovado, mas também as transformações ocorridas ao longo do tempo. A ferrovia, que se estende por 3,8 quilômetros em via única, utiliza um sistema de cremalheira para vencer a íngreme subida pelo Parque Nacional da Tijuca, até o Morro do Corcovado. Originalmente operado por locomotivas a vapor, o sistema ferroviário passou por várias modernizações e atualmente utiliza trens fabricados pela empresa suíça Stadler, simbolizando a união entre tradição e inovação.

A publicação é também uma homenagem à relação do Trem do Corcovado com a Floresta da Tijuca e destaca as inovações tecnológicas que marcaram sua operação ao longo dos anos. O prefácio do livro foi escrito pelo padre Omar, reitor do Santuário Cristo Redentor, o que reforça a importância deste meio de transporte na experiência religiosa e turística do Rio de Janeiro.
No dia do lançamento, parte da renda obtida com a venda dos exemplares foi revertida para projetos sociais, apoiados pelos Amigos do Redentor, que estão associados ao Santuário. Isso demonstra o compromisso não apenas com a preservação da memória histórica, mas também com o desenvolvimento social da comunidade onde está inserido o Trem do Corcovado.
